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Histerias binárias Sentimento de domingo Todo domingo começa bem. Preguiçoso, para não perder o costume. Quando nasce nublado, parece pedir mais cobertas, mais sono, mais ócio. Como quase sempre, tem aquele almoço fresquinho. Feijão, farofa, torta da Mamãe. Depois dele, mais sono, mais ócio, um pouco de TV e um cochilo de prache. Depois do cochilo, já chega aquela tristeza, a nostalgia de sábado, ou mesmo a saudade da manhã. Domingo depois das 18 é difícil. Você olha para a Tv, o Fantástico já começou, o medo da segunda-feira aumenta a cada intervalo. As luzes do vizinho se apagando, a cidade indo dormir, e você relutando às horas que chegam trazendo a segunda. Não sei o que eu tenho contra esse dia da semana, podia encara-lo como um dia qualquer. Afinal é realmente o que ele é. Mas é um dia qualquer que sucede o domingo. Ou seja, é um dia qualquer que acaba com os meus sonhos e me faz cair na realidade. Enfim férias, achei que esse meu repúdio as segundas fosse passar, mas não. Ainda continuo com medo dela, mesmo não tendo que enfrentar o seu começo as 6 da matina, mesmo não tendo que ir trabalhar, mesmo não tendo nada para fazer. Será que isso não passou porque sei que embora eu esteja de férias, 90% do mundo (Junto com a população China que nunca tira férias) não está? Pra mim não há nada pior que segunda-feira a não ser que a mesma seja feriado. Nesse caso o sentimento de domingo se tranfere para a segunda (feriado) e o sentimento de repúdio de segunda passa para a terça, que assume temporáriamente esse papel. Nada contra as terças, pois incrivelmente eu as amo. Vai ver que é pelo fato delas acabarem com a segunda. Tanto repúdio assim, só poderia resultar em 2 textos sobre o mesmo assunto em menos de 1 mês. E viva a terça-feira!!! Escrito por Leda. às 16h27 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Vazio Acordei e senti um vazio enorme. A casa também estava igualmente vazia, como eu. É clichê do ser humano se sentir triste em uma manhã nublada de segunda-feira, né? Eu sou mais um desses clichês adolescentes / adultos. Os clichês da adolescência passam para fase adulta também, a única diferença é que a gente sabe disfarçar melhor. Ou tenta convencer a si mesmo de que o que está sentindo não tem o menor sentido, afinal você é adulto e não tem mais tempo para ficar triste. Well, eu não sei se eu tenho tempo para essas coisas, mas ainda me reservo o luxo de poder ficar meio down. Principalmente por ser segunda, principalmente por estar nublado e chovendo, principalmente por eu ter dormido de edredom em pleno verão, principalmente por eu acordar sozinha numa casa enorme, e principalmente por estar passando o clipe dos Strokes na TV. Pensando bem, eu ainda tenho um tempinho para o meu vazio e para ficar triste. Cada um sabe aonde mora o seu vazio; as vezes ele está no coração, vezes no estômago, outras na cabeça, ou só na casa inabitada mesmo e em uma segunda-feira cinza e feia. Escrito por Leda. às 11h36 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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